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Acreditamos que os critérios de avaliação da idade, da juventude ou da velhice,
não podem ser os do calendário. Ninguém é velho só porque nasceu há muito
tempo ou jovem porque nasceu há pouco. Somos velhos ou moços muito mais
em função de como pensamos o mundo, da disponibilidade com que nos damos
ao saber, cuja procura jamais nos cansa e cujo achado jamais nos deixa
imovelmente satisfeitos.

 
Segundo o pesquisador Paulo Freire, somos moços ou velhos muito mais em função da vivacidade, da esperança com que estamos prontos a começar tudo de novo e se o que fizemos continua a encarnar sonho nosso, sonho etnicamente válido e politicamente necessário. Somos moços ou velhos se nos inclinarmos ou não a aceitar a mudança como sinal de vida e não a paralisação como sinal de morte.
[...] Somos moços na medida em que, lutando, vamos superando os preconceitos.
Somos velhos se, apesar de termos 22 anos, arrogantemente desprezamos os
outros e o mundo. Vamos ficando velhos na medida em que, despercebidamente,
recusamos a novidade como argumento de que “no meu tempo era melhor”.
“O melhor para o jovem de 22 ou de 70 anos é o tempo que se vive” (ibid.).
 
É exatamente nessa consideração que a proposta pedagógica da Casa dos Sabios se insere. O ser humano quando considerado idoso também pode acalentar alguns sonhos e esperanças, vivendo seu tempo sem se imaginar como um inútil para a sociedade ou simplesmente projetar-se para a antecâmara da morte. Por esta razão, é necessário o conhecimento mais apurado do idoso.  
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