Temos consciência de que a velhice é um processo pessoal, natural, indiscutível e inevitável, para qualquer ser humano, na evolução da vida, e que nessa fase sempre ocorrem mudanças biológicas, fisiológicas, psicossociais, econômicas e políticas que compõe o cotidiano das pessoas.

Segundo a concepção de diversos autores, há duas formas básicas de ocorrer essas mudanças, de maneira consciente e tranqüila ou ser sentida com grande intensidade, tudo dependerá da relação da pessoa com a velhice. De acordo com o pensamento desses autores, uma geração só vai se preocupar com o envelhecer quando sente que esta nova fase da vida está se aproximando, produzindo sensações de desconforto, ansiedade, temores e medos fantasiosos.

Freqüentemente, essa ansiedade gera falta de motivação levando-o a uma depressão, repercutindo organicamente e acelerando o envelhecimento ou provocando distúrbios e dificuldades de adaptação a um novo contexto social.
Estudos mais recentes comprovam que o avanço da idade não determina a deterioração da inteligência, pois ela está associada à educação, ao padrão de vida, a vitalidade física, mental e emocional. Também é preciso perder o preconceito sobre a idade cronológica das pessoas. Pode-se afirmar que há jovens com 20, 40 ou 90 anos de idade, tudo dependerá da postura e do interesse de cada um.

Este repensar de valores mais humanitários, objetiva estabelecer uma nova concepção de velhice, que passa, inevitavelmente, pela área educacional. O trabalho desenvolvido na Casa dos Sábios são orientados e desenvolvidos nesse campo, e do qual estas reflexões fazem parte, caminham no sentido de desconstruir o represamento e limitação a que é submetido esse idoso, repensando valores mais humanitários. Convida a pensar na velhice desde a juventude, a fim de que a mesma não se identifique com inutilidade e sofrimento.