Desde pequenos sentimos necessidade de ouvir e fantasiar mitos, histórias e contos. Quando somos pequenos, ouvimos dos adultos, com o passar do tempo, buscamos aquilo que nos interessa. Quem é que nunca recorreu a um livro quando perdeu o sono ou nos momentos de lazer? Quem é que não tem um livro predileto ou mesmo um de cabeceira?

Nos tempos mais remotos do ser humano, percebendo que cada habilidade que possuía era um recurso à sua disposição para conquistar o respeito e a aprovação dos seus semelhantes. Começou a cultivar os seus talentos e a especializar-se nas artes. Para entreter aqueles que o cercavam e receber sua aprovação usava a artes de contar histórias. Pouco a pouco foi se tornando centro da atenção popular pelo prazer que suas histórias propiciavam.

Passando do estado bárbaro apara a vida organizada, o contador de histórias deixou de ser mero instrumento de diversão e encantamento popular para ser depositário de conhecimento e tradições que passou a transmitir às novas gerações. Surgiram os preceptores os sábios, os profetas, os magos, e com eles, as primeiras tradições, parábolas, mitos, lendas folclóricas e fábulas.

Na idade Média o contador de histórias era bem-vindo e respeitado em toda parte. As crônicas atestam que em grande parte da Europa os trovadores, os jograis e os menestréis iam de palácio em palácio, de aldeia em aldeia, contando suas histórias. Na Índia e nos países de origem árabe, as histórias tiveram papel da mais alta importância no desenvolvimento de suas civilizações.

Os grandes espirituais, como Jesus e Buda, por exemplo, sabiam que as pessoas que ouvia reagiam em princípio, com hostilidade, resistência e medo. Para isso usavam das histórias e parábolas para vencer a oposição de seus ouvintes. Sabiam que as pessoas resistiriam a verdade ou opiniões diretas, mas não resistiriam a uma boa história.

Desde que o mundo é mundo as histórias são contadas como uma forma de ensinar e transmitir mensagens. Muitos já ouviram e contaram histórias das mais diversas: narrativas, reais, narrativas inventadas, contos de fadas, fábulas e parábolas. Todos conhecem o fascínio e encantamento que provocam as palavras: “Era uma vez...”. Assim, contar histórias e também ouvi-las já faz parte de nossa bagagem pessoal, um fato um tanto quanto encorajador.

Portanto, a arte de contar histórias tem um papel cada vez mais sólido nas sociedades. Atualmente é utilizada pelos departamentos de Relações Humanas para obter melhores resultados com funcionários de suas empresas. Por meio de histórias, situações são criadas e investigadas as soluções. O ensino fundamental, o médio e o universitário valem-se desse recurso para melhor aproveitamento de seus alunos, e a psicologia tem nas histórias a sua grande aliada. Pensar por histórias é criar relações, as histórias são compartilhadas por todos e interconectarem as pessoas.